sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Médio Oriente

     Ultimamente sinto-me fascinado pelo Médio Oriente. Isto começou há cerca de um ano, a ver umas reportagens na CNN sobre as experiências dos jornalistas americanos na Guerra do Golfo e continua agora que vou lendo, aos poucos, o Forever War do Dexter Filkins, um livro com peças jornalísticas sobre os relatos das diferentes guerras que o norte-americano cobriu. Em qualquer dos casos, há sempre um enorme encanto no seu discurso, quando referem o Afeganistão, o Irão e o Iraque.

A leste do paraíso

     Tenho visto, com enorme insistência, todas as pessoas e mais algumas tecerem comentários acerca da canção dos Deolinda, Que parva que eu sou!, sem pensarem por dois segundos no verdadeiro sentido da canção. Na verdade, os próprio Deolinda aproveitaram-se também desse facto.

     Se atentarem bem na letra, a canção não é propriamente o retrato do jovem-que-vive-em-tempo-de-crise-e-já-não-aguenta-mais. Ela é um bocadinho diferente disso. A canção é sobre o jovem que vive em tempo de crise, sim!, mas que nada faz para remediar a situação. A canção é sobre o jovem português acomodado, tal como se percebe rapidamente no segundo verso de cada uma das estrofes.

     Não deixa de ser cantiga de revolução. Só não é como a pintam: não é a canção para se entoar nos protestos, mas sim aquela que provoca os jovens para levar a cabo a maior de todas as revoluções: consciêncialização e vontade de lutar.