domingo, 27 de março de 2011

Omissões temporárias

     Por vezes, sinto-me um herege. Não é grave, nem tão pouco desolador, dado o assunto de que se trata: às vezes, esqueço-me de canções que salvaram a minha vida (tomemos aqui o salvaram num sentido lato), só para depois as (re)descobrir com mais força e vontade de as ouvir e tomar como minhas. A propósito de um trabalho académico (sou sociólogo, acho que nunca o tinha referido aqui) em que tinha de pensar sobre manifestações artísticas, lembrei-me da obra dos The Smiths e da carga dramática que carrega – é esse o propósito da arte, expiação das tristezas – e, ao mesmo tempo, lembrei-me de como lhes faltei ao respeito por ter estado uns dois anos sem quase os ouvir.

     Bem, agora, e como sempre, vou colmatar esta minha falha com uns 3 meses de audições ininterruptos. A propósito…

sábado, 26 de março de 2011

…uma coisinha:

     Peço desculpa aos meus leitores (se é que vou tendo alguns) por nem sempre manter isto com uma boa frequência de postagem mas, tal como já disse, nem sempre é fácil encontrar o equilíbrio entre um blog demasiado pessoal ou demasiado generalista. E como não quero que isto seja um diário, uma experiência de júbilo ou melodramatismo como vemos pela blogosfera nem tão pouco uma coluna de opinião, porque a ninguém interessa o que pensa um desconhecido, nem sempre há coisas para aqui deixar.

     Prometo, ainda assim, um bocadinho mais de companhia. E, já agora, dar os parabéns à CC, que parece estar finalmente a encontrar o rumo profissional dela, ao mesmo tempo que vou encontrando o meu.

quinta-feira, 10 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Espiritualidade

     Ainda hoje tenho muita dificuldade em explicar o que sinto, quando ouço isto. Acho que qualquer pessoa, independentemente do que ouça ou do tempo que tem, devia parar 5 minutos e meio da sua vida, para ouvir isto, sem mais nada que perturbe. Uma das experiências mais surreais da minha vida, sem exageros.

terça-feira, 8 de março de 2011

Fotocanção

Vaporize

     A foto é do tempo em que estive a viver na Holanda. O verso é parte da Vaporize, uma brilhante canção do James Mercer (The Shins, Broken Bells). A mensagem está bem explícita: não vivemos para sempre!, toca a acordar.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Música clássica

     No outro, em conversa com a Pocket e a CC, lá ia dizendo que não era grande apreciador de música clássica (considero, aliás, que ser eclético musicalmente é não gostar de coisa alguma), senão de duas ou três coisas. Elas, despretensiosas, também afirmaram que gostavam de outras tantas. Bem, vai que não vai, hoje de tarde lembrei-me da nossa conversa e de deixar ficar aqui, para elas, a minha peça clássica favorita:

 

 

Jesu, joy of man’s desire

domingo, 6 de março de 2011

Alberto Granado

     Alberto Granado morreu hoje. Para quem viu o Diarios de Motocicleta e se apaixonou perdidamente pelo homem ali retratado, como eu, recordará com imenso carinho a memória do boludo.

sábado, 5 de março de 2011

Blitzen Trapper

      Algures entre Death Cab for Cutie e Bright Eyes encontra-se esta Furr, dos Blitzen Trapper, a provar que o folk americano (e de Portland, terra do maravilhoso M. Ward) está todo fortalhuço e cheio de talento.

“bem acordado, que é de manhã”

um dos mais belos discos que já ouvi

sexta-feira, 4 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Bonsai

     No outro dia vi que os bonsais eram árvores em miniatura. Eu, tão ligado a estas coisas como a um livro da Margarida Rebelo Pinto, fiquei boqueaberto, porque achei que era uma planta como as outras. Vai que não vai, um certo bucolismo entra em cena e decido pesquisar umas coisinhas. Vi que eram árvores em miniatura, sim, e que ainda por cima podem durar mais de 60 anos. Armado em tipo da cidade que quer um bocadinho do campo, lá irei eu escolher um, amanhã.

Este é para a CC…

     …que disse que vinha cá todos os dias para ver se havia coisas novas!

     Bem, há coisas novas todos os dias; a questão é sempre o que partilhar no blog?, porque se há duas coisas que um blog não deve ser é um diário pessoal por um lado e um chorrilho de coisas demasiado sérias (académicas?) por outro. E é nesse vaivém que se perdem muitas coisas que até podiam ser partilhadas.

     Como um blog não deixa de ser também um registo histórico, que sabe bem recordar passado uns anos, não é de todo despiciente dizer aqui que comecei esta semana a preparar a minha tese de Mestrado, na qual estou ansioso para começar seriamente em Junho. E entretanto, espero escrever mais frequentemente aqui no cantinho…