Os Divine Comedy, com Neil Hannon, vêm ao Porto no próximo sábado. Entre as muitas coisas que esta banda já produziu, há uma em particular que me agrada imenso. Chama-se A Lady of a Certain Age e é do disco A victory for the comic muse. Aqui, Neil Hannon estava na sua melhor forma, com uma voz a fazer recordar a de Stuart Staples (Tindersticks) e uma melodia especialmente bonita, acompanhada por uma letra recheada de referências glamourosas (Côte D’Azur à cabeça).
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
M. Ward – Oh Lonesome Me
M. Ward é um rapaz engraçado da cena musical de Portland. Tem uma voz melódica e absolutamente distinta, porque é ao mesmo tempo agoniante e doce, numa mistura extraordinária. Mais do que isso, tem a capacidade de criar (ou transformar) canções que nos ultrapassam e nos deixam diferentes. O folk de Ward está muito de longe de ser o mais cliché. Esta Lonesome Me, um queixume sussurrado com Lucinda Williams, tem por volta dos três minutos um momento mágico. É o tema de hoje e, para muitos, o tema de uma vida.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Band Of Horses
Os americanos Band of Horses tornaram-se rapidamente uma banda de culto à custa de Funeral, uma canção com um distinto ambiente sonoro, a fazer juz ao nome da faixa. Ainda assim, e apesar de um segundo disco mais pobrezinho, os Band of Horses estão longe de ser um one-hit-wonder. A prová-lo está esta maravilhosa St. Augustine. Uma canção com um bela melodia, apenas com uma guitarra dedilhada e um trabalho de vozes fenomenal. O poema está na linha de todos os outros de Everything All the Time, o primeiro disco: uma imagética forte e fúnebre.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Minor Majority
Os Minor Majority são uns noruegueses tristes, mas de bem com a vida. Em 2006 lançaram um disco relativamente bem sucedido, chamado Reasons to Hang Around, responsável pelo maior sucesso comercial da banda. No entanto, é em If I told you you were beautiful que a rapaziada tem o seu melhor momento. Este Dancing in the backyard é uma demonstração disso mesmo (como o é Smile at everyone, p. ex.). Uma canção lo-fi, em que recorrem a uma voz feminina de suporte e que tem tudo o que eles têm de melhor: candura, tristeza e suavidade. Tudo nas doses certas.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Preto no branco
Depois de olhar para a maioria dos textos aqui no blog, percebi que isto era quase só sobre música, pelo que decidi tornar o espaço assumidamente musical, com tudo o que isso possa significar em termos de aumento, ou diminuição, de interesse. A primeira vez que ouvi Pearl Jam com atenção deu numa paixão assolapada. Esta Black é de uma enorme intensidade e mesmo quem, como eu, nunca prestou grande atenção à banda, devia dedicar uns minutos a esta canção ma-ra-vi-lho-sa. Tenho dito.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Dustland fairytale
Muitas vezes, quando acabo de conhecer determinada canção, entro em exageros típicos de catalogação, ao estilo de “esta sim, é a melhor!”. A questão é que volvidos dois anos, já posso olhar com algum distanciamento para esta canção em particular e afirmar, definitivamente, que é a melhor canção rock (que fique bem explícito o género) que eu conheço. É perfeita, desde a narrativa até à melodia, as mudanças de direcção, a emoção e o final, aquele final…